É impressionante o sentimento negativo dos brasileiros atualmente, a falta de perspectiva futura, a insatisfação generalizada, revolta com as irregularidades, inércia e desejo de mudança. É impressionante onde chegamos, ou melhor, onde deixamos chegar!

    A rotina da negatividade vicia e acomoda nos deixando pensar apenas que o último escândalo de corrupção, irregularidade, infração, atrocidade foi apenas mais um. A rotina e falta de referência com verdadeiros atos de cidadania, serviços públicos eficientes,  sentimento de um futuro promissor com segurança, respeito e educação,  não permitem uma reflexão mais verdadeira que nos mova, incomode ou incentive para termos atitudes diferentes.

    Não penso por mim, me proíbo ter esta limitação, pois tenho familiares, amigos, conhecidos, prestadores de serviços e pessoas próximas em diferentes camadas sociais que possuem o mesmo sentimento atual e o direito da mesma mudança para melhor.

    A democracia atual se distorce com liberdade sem limites, ideologias egoístas, descumprimento das leis e falta de punições que se expandem para todos os tipos de assuntos, segmentos, credos, condutas, enfim uma enxurrada de reivindicações de direitos e o total esquecimento dos deveres para tudo e todos. No Brasil, o ideal seria a troca dos Direitos Humanos atuais pelos Deveres Humanos, como um retrocesso a sua essência, um retorno a sua evolução em prol da sua existência como papel no universo e na sociedade.

    Sejamos realistas, quanto tempo mudanças estruturais e culturais demandam em tempo? Se iniciarem hoje, estaremos aqui para desfrutá-las? Se sim, por quanto tempo? Até lá teremos saúde ou ela já terá sido consumida pelas decepções, instabilidade e perspectivas negativas que nos afetam atualmente? Qual é a sua perspectiva de vida ativa? É este o ambiente que desejamos deixar para nossos filhos, netos, familiares, amigos e para o próximo?

    Temos duas opções: abandonar o barco, ou seja, deixarmos o Brasil e assistirmos tudo a distância, ou, mudarmos a nossa conduta, o jeito de pensar o nosso país, o funcionamento das coisas, a nossa relação com o próximo e com o Estado, enfim, ou mudamos o nosso DNA de cidadãos ou estaremos fadados a viver no pessimismo, na revolta, na polaridade e num país sem futuro. Onde está aquele “Brasil, o país do futuro”, aquele que foi dito para mim desde criança e que não chega nunca?

    A mudança do DNA de cidadão deve vir dos pequenos atos e detalhes da rotina das nossas vidas e expandindo-se para todos aqueles que estão próximos a nós, como: seja educado e respeitoso no trânsito, não ultrapasse pelo acostamento e não pague para suas multas serem “abduzidas”, pois se assim o fizer estará alimentando a corrupção; cumpra as regras e leis, abandone o caminho alternativo do jeitinho e da vantagem, pois respeitando, você também será respeitado. Pense e haja não só visando os seus interesses, mas da coletividade. Exclua das suas relações aqueles que agem pelos meios fora das regras solicitando e oferecendo vantagens, afinal, não havendo corruptor, não há corrupção.

    Enfim, deixo um convite para a mentalizar e refletir sobre a sua rotina, as suas ações, as suas condutas e perceber quanta coisa podemos mudar com atitudes simples. Faça a sua parte e ajude quem não sabe como fazer, pois só assim poderemos voltar a ter esperança de um país diferente do atual que passa por uma grande higienização política,  ética e moral para voltarmos a viver com estabilidade e prosperidade.

    Daniel Rosenthal é CEO da Taurus Group, assessor imobiliário internacional e idealizador do evento Investir Global Expo.

     

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